quinta-feira, 20 de maio de 2010

Desvendado o mistério do "OPNI" da Galé

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Objecto percorreu 5530 quilómetros até ser encontrado pelos voluntários da Brigada do Mar. 'Navegou' desde Nova Jérsia.
"Veio dos Estados Unidos ter com a Brigada do Mar", disse ao DN Rute Novais, voluntária, a propósito do objecto mais estranho até agora encontrado nos 45 quilómetros de costa alentejana que a Brigada do Mar se propôs a limpar, entre 8 e 23 deste mês. O achado, apelidado de ovni (Objecto Voador Não Identificado), foi descoberto no passado dia 9, na praia do Pinheirinho, no concelho de Grândola. Mais tarde, viria a ser identificado como "uma peça de monitorização de marés, para gerar energia" que se soltara, há mais de um ano, de um sistema de aproveitamento de energia das marés em Nova Jérsia, nos Estados Unidos da América, e que percorreu 5530 quilómetros até chegar à costa portuguesa.

Para os voluntários, foi uma surpresa encontrar um objecto "amarelo gigante", com 1,70 metros de altura e dez de diâmetro, no areal da praia, depois de este dar à costa. Avisaram, imediatamente, a Câmara Municipal de Grândola, apoiante da iniciativa, que se encarregou de entrar em contacto "com outras instituições que reconheceram o objecto", acrescentou Rute Novais. Agora, a peça vai voltar para Nova Jérsia, onde "vai ser recuperada".

Esta preciosidade foi apenas uma das muitas que os cerca de 40 voluntários da Brigada do Mar têm encontrado ao longo dos últimos dez dias de limpeza dos areais. Das praias da costa alentejana localizadas entre Tróia e Melides já foram recolhidos, para além de o lixo habitual, electrodomésticos, uma botija de gás cheia, seringas e cadáveres de animais - nomeadamente de uma tartaruga e de um cão.

Esta é a segunda edição de uma iniciativa que nasceu o ano passado, com o apoio da Câmara Municipal de Grândola, responsável pelo transporte dos detritos recolhidos para os locais apropriados e pelo alojamento e alimentação dos voluntários.

Este ano, Rute Novais notou uma maior adesão por parte dos cidadãos, realçando o caso de "seis pessoas que tiraram duas das suas quatro semanas de férias" para participar numa actividade que consideram "compensadora". Lamenta apenas que, por motivos "logísticos", a participação de um maior número de voluntários não seja "sustentável".

Sustentabilidade é também aquilo que o Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Grândola, Paulo do Carmo, procura ao ao ajudar a Brigada do Mar, que de "uma forma voluntária, amiga e graciosa" se disponibiliza para limpar o litoral, ainda que encontre "objectos mais ou menos normais", mas que são, segundo o vereador, "preferíveis a objectos perigosos e poluidores."

Diário de Notícias, 19.05.2010

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um OPNI na Galé

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No fim de semana fui, pela primeira vez este ano, à "nossa praia". Areia deserta a perder de vista e este OPNI (Objecto Pousado Não Identificado).

Uma espécie de disco voador com cinco metros de diâmetro ? Sinal indecifravel de uma civilização galáctica nestes conturbados tempos de bancarrota ?

Deve ser apenas uma bóia marítima de sinalização que se soltou do fundo e o mar trouxe.
Ou não...




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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"O plano que está a ameaçar turismo na costa alentejana"

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DN, 04.02.2010

Há um obstáculo comprometedor para os vários investimentos em curso na península de Tróia e no que resta de frente marítima do concelho de Grândola. Desde a Comporta até Melides. A proposta do novo Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Alentejo prevê apenas a construção de uma cama turística por cada habitante residente nos respectivos concelhos. No caso de Grândola equivalia a um total de 15 mil camas, mas só Tróia vai ter 15 307 e já estão aprovadas mais 18 mil para todo o concelho.
O autarca local eleito pelo PS a título independente, Carlos Beato, nem queria acreditar no que ouvia quando há dias foi informado da proposta pelo Ministério do Ambiente, alertando estar na disposição de "ir até às últimas consequências" para que o documento, que ainda está em debate entre várias entidades, não chegue à mesa do Conselho de Ministros na actual versão. O edil alerta que o simples facto de a proposta ter passado a existir já se revelou "suficientemente alarmista" para alguns grupos económicos que têm projectos aprovados no concelho.
"Se o Governo estabeleceu vários pólos para os desenvolvimento desta indústria, uma das quais é o Litoral Alentejano, este olhar tecnocrata do PROT é inviabilizador de toda a estratégia que foi definida pelo próprio Governo", sublinha Carlos Beato. O edil relembra que no concelho a que preside - que acumula o maior número de investimentos na costa alentejana (ver caixa) - estão aprovadas um total de cerca de 30 mil (entre empreendimentos já construídos ou em fase de arranque), com projectos reconhecidos pelo próprio Estado como PIN (Projectos de Interesse Nacional), reconhecendo que esta proposta "pode deitar por terra alguns dos compromissos assumidos pelo Governo."
Carlos Beato receia que a política do PROT seja a de respeitar apenas os investimentos que estão feitos, inviabilizando todos os outros. "Isto é inaceitável", insiste, reclamando que, pelo menos, seja dado um prazo de cinco anos para que os empreendimentos que já estão aprovados possam ser concluídos. "Que culpa tem Grândola que o Estado, para resolver o problema da Torralta, tenha atribuído mais de dez mil camas só a Tróia. Foi uma estratégia que agora não pode penalizar os outros investimentos", acrescenta.
Alguns grupos económicos com investimentos realizados ou previstos para Tróia, Comporta e Melides, contactados pelo DN, admitiram desconhecer o polémico conteúdo da proposta do PROT, esperando ser ouvidos em breve pelos ministérios do Ambiente e da Economia para tentar perceber o que está em causa e até que ponto esta limitação poderá prejudicar os futuros investimentos.
Carlos Beato já juntou em Grândola os nove autarcas do PS do Litoral Alentejano e Baixo Alentejo para garantirem que a actual versão do PROT "está carregada de burocracia e não serve os interesses da região."
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Acordo marca passo por causa das eleições

Expresso
15.08.2009

Promotores e ambientalistas afinam um compromisso que transfere as decisões para o próximo Governo
Deitar foguetes antes da festa nunca é boa ideia. E aplica-se ao anunciado “acordo histórico” para desbloquear o impasse em que se encontram três investimentos turísticos no Litoral Alentejano — Comporta, Costa Terra e Pinheirinhos. É que a anunciada concórdia entre ambientalistas, promotores, autarcas e Governo ainda está longe de ser conseguida.
Com as eleições autárquicas e legislativas à porta, o Governo chutou para o próximo Executivo a aprovação do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Alentejo, que salvaguardaria parte das exigências impostas pelas duas associações ambientalistas que se sentaram à mesa das negociações. A Quercus e o Geota comprometem-se a retirar as duas acções em tribunal e a queixa em Bruxelas contra o Estado português se as condições que impõem obtiverem resposta. Em causa está a aprovação de três projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) em Rede Natura, sem uma avaliação conjunta dos impactes ambientais. O acordo — que também visa satisfazer Bruxelas — inclui a garantia de redução da área de implantação dos empreendimentos e a não expansão da área da cadeia de Pinheiro da Cruz. Porém, só a Costa Terra e a Comporta reduziram a área de construção forçados pela crise económica. “Já reduzimos a nossa área de construção em 10%”, garante o administrador da Herdade da Costa Terra, José Caiado — os mais activos na tentativa de desbloquear o impasse. Por seu lado a Pelicano (dona da Herdade dos Pinheirinhos) quer aumentar a área para satisfazer as pretensões do grupo Hyatt, que explora hotéis de luxo.Quanto a Pinheiro da Cruz, o Expresso apurou que os ministérios do Ambiente e da Economia aceitam limitar a área de um futuro estabelecimento hoteleiro ao espaço ocupado actualmente pela prisão e pelas casas dos guardas. Esta propriedade está nas mãos da empresa pública Parpública e poderia, sem esta restrição, render 7,5 mil milhões de euros.As cartas em jogo no acordo incluem também a garantia de não construção num prazo de 30-50 anos no sítio Comporta-Galé. Porém, não existe um instrumento legal de planeamento que garanta tal compromisso. Na mesa está ainda a não criação de novas Áreas de Desenvolvimento Turístico (ADT) numa faixa de cinco quilómetros, nem qualquer construção a menos de dois quilómetros da costa. Estas duas medidas constam do PROT concluído em Julho. Se esta versão vier a ser aprovada pelo próximo Governo, o número de camas turísticas não poderá ir além da população residente nos cinco concelhos do litoral alentejano. Essa quota já está ultrapassada no concelho de Grândola. Por isso, apesar de considerar “o acordo desejável”, o o presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato não concorda com o PROT: “Há expectativas de construção criadas pelo PROTALI (plano vigente) que devem ser cumpridas”. Mas o promotor José Caiado critica o atraso na aprovação do PROT, porque “as regras que lá estão já são suficientes para fazer o acordo”. A menos polémica das condições é a criação de uma Área Protegida Privada (APP) ao longo destas propriedades, com gestão financiada pelos promotores e integrada na Rede Nacional de Áreas Protegidas.Nas palavras de Francisco Ferreira da Quercus, “o acordo só tem sentido se houver um ganho ambiental muito significativo a longo prazo”. E, acrescenta Carlos Costa, do Geota, desde que “acauteladas as condições de sustentabilidade da região”.
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sábado, 8 de agosto de 2009

Tratado de paz na calha para o litoral alentejano

Expresso
08.08.2009




Empresas comprometem-se a reduzir a construção, o Estado a impedir mais projectos e os ambientalistas a retirar as acções judiciais
É considerado um “acordo histórico” para os investimentos turísticos na costa alentejana — e promete dar tréguas nas queixas e processos movidos por ambientalistas, que continuam pendentes nos tribunais portugueses e em Bruxelas.
Este acordo envolve o Estado, através do Ministério do Ambiente, as organizações ambientalistas Quercus e Geota, a Câmara de Grândola e os promotores de projectos que totalizam cerca de €2,5 mil milhões (Costa Terra, Pinheirinho, Comporta e Carvalhal, os dois últimos do grupo Espírito Santo).
O objectivo é criar uma área protegida privada com 1200 hectares e 26 quilómetros de costa entre a Comporta e a Galé, a gerir em respeito pelos princípios da biodiversidade. Vai obrigar os promotores turísticos a reduzir a área de construção face às previsões iniciais, os ambientalistas a desistir dos processos judiciais e o Estado a criar legislação impeditiva de mais construção turística em toda esta área do litoral alentejano.
“É um acordo inédito, em que todas as partes se entendem para os problemas ficarem sanados”, faz notar José Caiado de Sousa, presidente do conselho de administração da Costa Terra, adiantando que as negociações começaram há um ano e estão agora na fase final. “Não há razão para que o acordo não possa ser concluído a breve prazo”.

Pinheiro da Cruz em xeque
Os pontos sensíveis que dificultam a celebração do acordo prendem-se com a recente intenção do grupo Pelicano em aumentar a construção do seu projecto na Herdade do Pinheirinho em 45 mil metros quadrados e também com a reconversão para fins turísticos da cadeia de Pinheiro da Cruz, agora propriedade da Parpública.
Os signatários do acordo batem-se para que a reconversão da prisão não envolva construção adicional. “A decisão está nas mãos do Estado e a expectativa é que o Estado dê o exemplo neste acordo de preservação ambiental”, salienta o administrador da Costa Terra, referindo que o impedimento de construção futura na área poderá passar pela revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo. “O Estado não precisa de fazer grandes acrobacias do ponto de vista legislativo para conseguir desbloquear o processo num prazo de tempo curto”.
No caso da Costa Terra, já há um acordo com os ambientalistas para os ajustes a fazer ao projecto, inicialmente orçado em €550 milhões e com um total de 2900 camas. Segundo o administrador, “não serão alterações radicais”, mas irão envolver uma redução de mais de 10% na área de construção. Caiado de Sousa lembra que a suspensão das obras na Costa Terra devido à providência cautelar movida pela Quercus já foi desbloqueada pelos tribunais. Este processo levou os suíços da Volkart a desistir da Costa Terra, que foi comprada por Pedro Queiroz Pereira. “O projecto merecia intervenção de um empresário português que acreditasse no seu potencial. É difícil um investidor estrangeiro compreender o emaranhado legal que temos no nosso país”, frisa Caiado de Sousa.

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Administração da Costa Terra promete continuar diálogo com ambientalistas

RDP
20.07.2009







(clicar na seta para ouvir as entrevistas)


O presidente do Conselho de administração da Costa Terra, José Caiado, congratulou-se com a decisão do Tribunal Central Administrativo de revogar a providência cautelar da Quercus que levou à suspensão das obras naquele empreendimento turístico de Grândola. "Estamos obviamente muito satisfeitos com este desfecho nos tribunais portugueses", disse ao jornalista Gualter Ribeiro, José Caiado, assegurando que a empresa vai manter o diálogo iniciado há alguns meses com as associações ambientais Quercus e GEOTA.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Projecto turístico Costa Terra já pode recomeçar

Jornal de Negócios
20.07.2009




O Tribunal Central Administrativo de Lisboa revogou a Providência Cautelar interposta pela Quercus em Junho de 2007 às obras do resort da CostaTerra, em Grândola, o que permite a Pedro Queiroz Pereira avançar com o investimento. Deste acórdão já não poderá haver recurso.

No ano passado, o investidor suíço Andreas Reinhart vendeu o projecto ao empresário português Pedro Queiroz Pereira. O gestor, ligado à indústria do papel, “herdou” um investimento que tinha em curso uma providência cautelar e que tinha recebido “sinal vermelho” de Bruxelas, relativamente à análise de impacte ambiental.

Na época, Andreas Reinhar, proprietário da Herdade da Costa Terra, fez assim a cedência da sua posição accionista na empresa Costa Terra SGPS após ter aguardado 19 anos pela aprovação do projecto de desenvolvimento turístico.

Pedro Queiroz Pereira garantiu que iria desenvolver “o projecto respeitando os seus princípios e valores fundadores, mantendo a mesma equipa de gestão”, explica a Costa Terra no mesmo comunicado.

A Herdade da CostaTerra tem 850ha, dos quais apenas 200ha constituem o resort. E destes, 75% são áreas verdes. Com um investimento superior a 550 milhões de euros, prevê a criação de cerca de 1260 postos de trabalho directos e 3000 indirectos. Inclui campo de golfe, centro equestre, hotel, aparthotéis, aldeamentos, moradias, wellness/talassoterapia e até uma estalagem, entre outros.
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terça-feira, 30 de junho de 2009

Carlos Beato diz que fez mais em três anos do que rivais em trinta

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Carlos Beato, actual presidente da Câmara Municipal de Grândola, decidiu recandidatar-se a um terceiro mandato, por considerar que “o barco ainda está a meio do rio”, dado que é esse o seu “desígnio e compromisso natural”. “Os adversários políticos não acreditam que se fez mais nestes últimos três anos, do que em trinta”, reitera Carlos Beato, dando o exemplo de alguns projectos turísticos na costa grandolense que já “estão aprovados e em facturação”, como é exemplo o Tróia Resort.
Candidato novamente como independente pelo PS, o autarca salienta que este momento “é reconfortante e muito responsabilizador”, uma vez que sempre se pode “fazer mais por Grândola, um concelho tão moreno, apetitoso e bastante competitivo”. De acordo com o candidato, a sua equipa na autarquia “manter-se-á a mesma”, uma vez que o projecto de todos “ainda há-de ter um belo fim”. Além de esclarecer que o plano para a praia de Melides vai estar pronto no final deste ano, Carlos Beato sublinhou ainda a importância dos trinta quilómetros de ciclovias e das inúmeras praias galardoadas com a Bandeira Azul.
(ver o resto do artigo em SETUBAL na REDE)
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Galé é assim

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Às onze horas do Sábado dia 16 de Maio, num belo dia se Sol, era possível:

olhar para Norte

e olhar para Sul

e não ver ninguém na praia ao longo de quilómetros.

A Galé é assim. Era bom que se mantivesse assim.

(Imagens obtidas com um básico telemóvel)

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Estamos perto do paraíso

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Clique AQUI para ver a promoção internacional do TRÓIA Resort feita pela SONAE Turismo. Através dessa publicidade podemos confirmar o que já sabíamos, que na Galé "vivemos" num paraíso.

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Atlantic Tour anima Comporta durante 30 dias

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A Herdade da Comporta vai transformar-se numa 'cidade equestre' para receber a 3ª edição da Atlantic Tour, entre 23 de Fevereiro e 22 de Março. Esta é uma das maiores e mais prestigiadas provas equestres de cariz internacional realizadas em Portugal, e conta com a participação de 630 cavalos e 200 cavaleiros.

António Moura, responsável pela organização, explica ao Expresso que o investimento no evento atinge 1,5 milhões de euros. "A Atlantic Tour é o maior evento equestre de sempre no país. Esperamos que tenha um impacto de 6 a 7 milhões de euros na economia da região do litoral alentejano", adianta.

Durante 30 dias vão-se disputar várias provas - todas de saltos -, com oito delas a contar para o ranking mundial. A prova final, um CSI (Concurso de Saltos Internacional) de 4 estrelas, qualifica para os Europeus de 2009 e para os Jogos Equestres Mundiais de 2010. A cavaleira Jessica Kurten, número 4 do ranking mundial, é a 'cabeça de cartaz', num evento que vai distribuir um total de 360 mil euros de prize money. A tenista Martina Hingis, ex-número 1 do mundo, é a principal atracção nas provas amadoras.

O evento é uma espécie de pré-época que conta com a apresentação de novas promessas. Por isso, os "olheiros deslocam-se a Portugal para tentarem encontrar futuros 'Ronaldos' dos cavalos", explica António Moura.

A título de curiosidade, aqui ficam alguns números do evento: 20 países representados, 300 tratadores, 100 toneladas de ração, 2400 ferraduras, 180 camiões para transporte dos cavalos, 120 mil m2 de área total e cinco pistas (três de areia e duas de relva).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sismo de 3,9 graus abalou Litoral alentejano

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O Litoral alentejano foi abalado, a meio da tarde desta quarta-feira, por um sismo de magnitude 3,9 na escala de Richter.De acordo com o Instituto de Meteorologia, que confirmou o sismo, por volta das 16h00, o abalo teve epicentro a 12 quilómetros a Sul de Grândola, tendo sido sentido em várias localidades, como Alcácer do Sal.O sismo não causou qualquer dano, mas foi suficiente para alertar a população, sendo que as corporações de Bombeiros daquela região do Distrito de Setúbal receberam vários telefonemas a dar conta do sucedido.O comandante dos voluntários de Grândola, Rui Grilo, adiantou que embora não haja registo de vítimas, o abalo foi sentido com alguma intensidade.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Carlos Beato foi eleito Presidente do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Litoral Alentejano.

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O Presidente da Câmara Municipal de Grândola foi eleito por unanimidade no passado dia 31 de Janeiro.
A Direcção da Turismo do Alentejo Litoral ERT conta, para além do Presidente Carlos Beato, com 4 vice-presidentes, são eles Vítor Poença, Carlos Alberto da Silva, Carlos Beirão da Viga e Henrique Montelobo, sendo a mesa da Assembleia-Geral presideda por Pedro Paredes.
Com sede em Grândola, o Pólo de Desenvolvimento Turístico do Litoral Alentejano integra os municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines.
Partes integrantes da referida entidade são também o membro do Governo com a tutela sobre o sector do turismo, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, a Associação de Resorts do Alentejo Litoral, a Associação de Hotelaria de Portugal a Associação de Restauração e Similares de Portugal.
Rádio PAX, 05.02.2009

sábado, 17 de janeiro de 2009

Crise trava maiores investimentos turísticos do país

Público
16.01.2009

A crise está a bloquear mais de 3500 milhões de euros de investimento em turismo residencial. De uma lista de 18 grandes projectos analisados pelo PÚBLICO, e que somam mais de sete mil milhões de euros no papel, há pelo menos nove que estão a marcar passo, por falta de condições financeiras e dificuldades nas vendas.

Há dois anos, o mercado de segundas residências integradas em "resorts" foi apontado pelo Governo como um dos motores de crescimento económico, contribuindo para atingir uma meta de 21 milhões de turistas (quase o dobro do número actual) e receitas na ordem dos 15 mil milhões de euros em 2015.

A maioria dos empreendimentos analisados ostenta o estatuto legal de PIN (projecto de potencial interesse nacional), conseguindo mais facilidade nos processos burocráticos de licenciamento. No total, os cálculos do Turismo de Portugal elevam a 12.700 milhões de euros o investimento previsto em mais de 30 grandes empreendimentos para os próximos dez anos. Em causa estão 37.900 unidades (moradias), que se dividem sobretudo entre o interior e o litoral do Alentejo, o Algarve e o Oeste, na zona de Óbidos.

Mas à medida que a crise tomou conta dos mercados e a confiança dos compradores diminuiu, muitos dos investidores suspenderam a corrida por questões de precaução. Uns, especialmente no caso de empreendimentos ainda no papel, simplesmente porque os bancos deixaram de emprestar dinheiro. Outros, aguardam por novas tendências.

No Alentejo, que sofre de falta de notoriedade no segmento do turismo residencial, há projectos como a Herdade do Barrocal (da Aquapura, ligado a Diogo Vaz Guedes) que estão a ser repensados. "Gostaríamos de ir para o mercado em 2009 mas isso não vai acontecer", admite Miguel Simões de Almeida, administrador da Aquapura Hotels. Também o grupo SAIP (Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações) de José Roquette, tinha um investimento previsto de mil milhões de euros no Parque Alqueva, na zona de Reguengos de Monsaraz. A componente imobiliária deveria ser a primeira a arrancar. Agora, está apenas garantido um investimento de 250 milhões de euros, grande parte em hotelaria e serviços turísticos (náutica e golfe).

"Estamos a tentar perceber o que vai ser o pós-crise, que tendências novas é que irão surgir e que tipo de valores", comenta José Belmar da Costa, administrador executivo do Parque Alqueva. "A nossa grande vantagem é não termos ido ainda para o terreno. Temos a obrigação de fazer o que for mais adequado para o mercado", afirma.

Esta é uma opinião partilhada pelo presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), José Carlos Pinto Coelho, também investidor com o grupo Onyria. "Estava tudo montado num modelo em que havia dinheiro barato e disponível. Isso agora não há. O modelo mudou e vão aparecer outros projectos, outra maneira de viver e de gastar o tempo", defende.

Contactado pelo PÚBLICO, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, sublinha que este segmento mantém-se como prioridade no âmbito do Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT), aprovado em 2006. Garantindo estar a acompanhar de perto o avançar dos investimentos, Bernardo Trindade admite no entanto alterar o PENT. "Face à conjuntura económica e à avaliação que vamos fazendo da execução das medidas, não afasto a possibilidade de revisão, mesmo porque considero que se trata de um plano dinâmico e evolutivo", avançou.

Os analistas do sector, a par da necessidade urgente de repensar a estratégia turística nacional, salientam que esta será uma oportunidade para a sobrevivência apenas dos melhores projectos. Um factor de sucesso será "mais rigor nas previsões e nos estudos de viabilidade" e menos "optimismo desmesurado", nota a consultora ILM THR. Com efeito, os actuais problemas da banca tornaram visível a fragilidade estrutural de vários projectos. Alguns dos empreendimentos têm "níveis de alavancagem financeira altíssimos", nota Andrew Coutts, director-geral da consultora.

Na ilha madeirense de Porto Santo, o Colombo's Resort é o exemplo de um empreendimento que está em maus lençóis. O grupo internacional Starwood rescindiu o contrato de gestão hoteleira com o grupo SIRAM devido ao atraso na conclusão das obras, paradas desde o Natal. Há já salários de operários em atraso. O empreendimento turístico-imobiliário de luxo enfrenta dificuldades financeiras, agravadas pela crise que atingiu os bancos a que estão ligados investidores deste projecto, entre os quais Joaquim Coimbra (JVC Holding), accionista do BPN, e Goes Ferreira (Grupo IPG), do Millennium bcp.

Frustradas as tentativas de atrair novos investidores de países árabes, o presidente do grupo SIRAM, Sílvio Santos, tem procurado obter o apoio dos governos central e regional para evitar a falência do maior investimento privado em curso na ilha e candidato ao financiamento do Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional (PITER).

À imagem do que acontece em Porto Santo, as dificuldades são bem maiores quando as obras ou a fase de comercialização já arrancaram. A Cidade Lacustre, em Vilamoura, no Algarve, é outro desses casos (ver caixa). "O facto de neste momento o Algarve ser reconhecido como destino de compra de segunda habitação por parte do mercado internacional, faz desta região a principal afectada", indica Eduardo Abreu, sócio da consultora Neoturis.

A bênção da burocracia

Apesar do cenário pouco animador, os analistas acreditam que o país está longe de se equiparar à desordenada costa espanhola. A lentidão nos licenciamentos e os travões colocados pelos instrumentos de ordenamento do território ajudaram os empresários a ganhar tempo. "Foi uma bênção que não era óbvia, mas que agora é. E se metade destes projectos já estivesse em construção?", questiona Andrew Coutts.

Na costa alentejana, concelho de Grândola, o empreendimento da Costa Terra foi um dos grandes projectos de turismo residencial classificados como PIN, que há mais de 20 anos aguardava aprovação das autoridades. A construção foi sendo travada por questões ambientais e de ordenamento do território. A empresa proprietária, que pertencia ao grupo suíço Volkart, mudou de mãos no final de 2008, quando Pedro Queiroz Pereira (Semapa) se tornou accionista de referência da Costa Terra. Actualmente a ser analisado por Bruxelas (devido a uma queixa da Quercus), é tempo de reequacionar o que estava em cima da mesa, admitem os promotores.

A Herdade do Pinheirinho, no mesmo concelho, mantém o calendário mas decidiu avançar contra a corrente: os promotores aliaram-se à cadeia hoteleira de luxo Hayatt e aumentaram o investimento previsto em quase 100 milhões de euros, para 250 milhões, mantendo o número de camas (2197 camas turísticas e 714 camas residenciais). "Pensamos que o projecto se torna mais seguro e atractivo por termos assinado contrato com uma cadeia hoteleira de luxo. É um seguro para que tenha rentabilidade", afirma Vasco Cunha Mendes, director de marketing e vendas.

Travões na comercialização

Este parece ser um caso único. Na Região Oeste, perto da vila de Óbidos, os investimentos em turismo residencial já no terreno ou ainda por realizar ultrapassam quatro mil milhões de euros, pelas contas da região de turismo.

Muitos dos resorts ainda no papel suspenderam o calendário. Outros, estão a travar o investimento em marketing, como a MSF TUR.IM que está a vender o Royal Óbidos Spa & Golf Resort, a construir a partir de Março em parceria com o grupo Oceânico.

"Não se espera que os projectos venham a ter problemas graves no sentido de serem abandonados, mas antes que reduzam pessoal e apertem o cinto", diz António Carneiro, presidente da região de turismo. Acima de tudo, esta não é uma situação perceptível no terreno. Os efeitos fazem-se sentir nas expectativas adiadas e em alguns milhares de novos postos de trabalho que ficam por criar, nota.

O que mais prejudica os empreendimentos já em comercialização é sobretudo a crise britânica, a queda da libra e a desvalorização dos planos de poupanças no Reino Unido e na Irlanda. Agora, o esforço de vendas que ainda resta volta-se para mercados alternativos, como a Escandinávia, Angola ou Rússia. Contudo, "não é expectável que de toda a oferta, mais de dez por cento seja colocada fora dos mercados tradicionais (Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Benelux e Espanha)", calcula a Neoturis.

O perfil dos compradores também está a mudar, nota Paulo Sardinheiro, representante da imobiliária Winkworth na Região Oeste. "No início apareciam pessoas à procura de segundas residências, mas no segundo semestre começaram a surgir clientes seniores à procura de casa para morar", diz.

Quanto às perspectivas de recuperação, ninguém arrisca certezas, mas antes de 2012 será difícil que o mercado volte ao que era. Até lá, Portugal terá de procurar outros modelos de desenvolvimento, com atenção às novas tendências. "Os 'resorts', como figura integrada de vários produtos turísticos, têm de ser reequacionados - estava previsto serem construídos em cinco anos e o melhor é serem concretizados em 20. Há que ocupar os que já estão construídos, em vez de acrescentar produto", defende Pinto Coelho, da CTP. José Manuel Fortunato, administrador da MSF TUR.IM, acredita na potencialidade deste segmento, mas diz que não há lugar para tantos projectos. Só haverá espaço para os que apostem na qualidade e tenham promotores experientes e com capacidade financeira, remata.

Já o secretário de Estado compromete-se a tudo fazer para que os projectos se concretizem, mas avisa que os promotores não podem ficar parados: "Têm de repensar o modelo de negócio, se for necessário, e procurar alternativas de financiamento e de comercialização".

Público 16.01.2009 - 09h16 Inês Sequeira, Ana Rute Silva
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

328 Atletas Inscritos no 5º Troféu Ori BTT de Grândola

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Grândola recebe durante três dias , de 16 a 18 de Janeiro, o 5º Troféu Ori BTT .
A prova que vai reunir 328 atletas oriundos de Portugal e Espanha, é dividida em duas etapas classificativas para a Taça de Portugal de Orientação em BTT e para o WRE - World Ranking Event da IOF - International Orienteering Federation.
O Troféu Ori BTT tem uma organização conjuta do Clube da Natureza de Alvito e da Câmara Municipal de Grândola e integra o cartaz do Grândolabike 2009.
As provas decorrem na Serra de Grândola, na encosta virada ao mar e na charneca de Melides, com muitos caminhos e trilhos apresentando alguns desafios de ordem física pelos declives que algumas das suas vertentes colocam à progressão em bicicleta.
O traçado dos percursos, quanto à sua extensão e quanto ao seu grau de dificuldade técnica e física, difere conforme as classes – masculina e feminina e aos escalões etários dos participantes.
Os atletas filiados na federação portuguesa de orientação participam nos escalões de competição; os praticantes não filiados integram os OPT- Percursos de Orientação para Todos.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Nemátodo, uma praga para além dos pinheiros

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"A erradicação do nemátodo do pinheiro em Portugal "já não será possível" e na região Centro estão afectados mais de cem mil hectares, foram ideias hoje defendidas no âmbito de um seminário, em Coimbra.
Na opinião do presidente da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais, Vasco Campos, a situação "é muito preocupante e não tem merecido a devida atenção".
"Na região Centro (onde foram detectados dois novos focos), são centenas de milhares de árvores, seguramente mais de cem mil hectares", declarou Vasco Campos aos jornalistas, após intervir no seminário sobre "Nemátodo da Madeira do Pinheiro - Que futuro para a floresta de pinho em Portugal". O nemátodo da madeira do pinheiro é uma doença causada por um verme microscópico transportado por um insecto que contamina as árvores por onde passa, afectando sobretudo a copa e os ramos. "
PÚBLICO, 26.11.2008

Quem, como eu, tem acompanhado desde 1999 a evolução deste problema e a inépcia dos "organismos competentes" não pode deixar de se sentir revoltado.
Há nove anos havia casos isolados, no distrito de Setúbal, que foram encarados com desleixo quando ainda era possível a erradicação da praga se se adoptasse medidas imediatas.

Depois, ao longo dos anos, foram aparecendo árvores afectadas cada vez mais a Sul pelo concelho de Grândola, até Sines pelo menos. Os abates das árvores "doentes", que deviam ter sido coordenados pelo Ministério da Agricultura, faziam-se com grande atraso e de forma errática.
Sei do que estou a falar pois vi pinheiros no meu próprio quintal na zona de Melides adoecer, definhar e morrer sem que as "entidades responsáveis", entretanto alertadas, tivessem reagido.

Quando a área afectada já era muito grande surgiu um plano para a isolar abatendo todos os pinheiros à volta da zona infectada numa faixa de pelo menos três quilómetros para inviabilizar a propagação. Era de tal maneira vasto e oneroso, este plano, que nunca mias se ouviu falar dele.

Depois foi o surgimento da praga no centro do país onde existem pinhais gigantescos. Agora parece já não ser possível qualquer acção eficaz e as consequências são brutais no plano económico e ambiental.

Anda toda a gente preocupada com assuntos que, quantas vezes, não valem um caracol e este crime é remetido para as páginas secundárias dos jornais.
Não me conformo com esta praga da impunidade.
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Feira Anual de Melides decorre durante o fim de semana

Rádio Sines
14.11.208

A Feira Anual de Melides, decorre este fim de semana, de 14 a 16 de Novembro, no recinto da feira e exposições desta freguesia do Concelho de Grândola.

A feira vai contar com diversos expositores e um animado programa musical.

Na presente edição os expositores dão a conhecer entre outros artigos, artesanato como louças de barro, tapeçarias e vergas.

Os frutos secos, e os doces típicos da região como os rebuçados de pinhão e as alcomonias, são outros produtos a conhecer.

A Zona dos Petiscos, onde se podem saborear várias iguarias acompanhadas do bom vinho Alentejano, é outra das zonas de destaque.

Marcam também presença no certame as exposições de viaturas e equipamento agrícola, assim como os divertimentos.

Paralelamente à feira decorre um programa de animação com um Festival de Folclore, Musica Popular Portuguesa e Acordeonistas.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

PCP perde sede de Grândola com decisão do tribunal

Sol
03.11.2008




O Partido Comunista Português vai ter de devolver as instalações de um dos principais edifícios públicos de Grândola, que o partido ocupou parcialmente em 1974 e na totalidade em 1983.

Nos termos do acórdão do Tribunal Central Administrativo do Sul de 16 de Outubro, a decisão judicial que dá razão ao recurso interposto pelo município de Grândola, dirigido por Carlos Beato, do Partido Socialista.

O edifício em causa era o dos antigos Paços do Concelho. A informação foi avançada esta quinta-feira pela assessoria da Câmara de Grândola.

Em 2007, o PCP apresentou à autarquia uma proposta de três espaços alternativos para a sua sede que não obteve resposta, acusando o executivo socialista de «falta de seriedade».

A decisão judicial é justificada pela necessidade imediata e urgente das instalações, onde serão instalados serviços municipais, e anula a sentença do Tribunal Administrativo de Beja que, em Julho, decretara a suspensão da eficácia da deliberação da Câmara Municipal que, com base na lei, denunciou o arrendamento daquelas instalações.

O PCP pagava desde 1983 uma renda 7,48 euros pelo edifício onde tinha instalado o seu centro de trabalho.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

62 mil euros, com casas em Melides e Évora

Correio da Manhã
16.10.2008


José Ernesto Oliveira é médico e presidente da Câmara de Évora. Na declaração de rendimentos entregue em 2004 o autarca apresentou 62 418 euros relativamente a trabalho dependente.

Possui um prédio rústico em Évora, uma casa na freguesia de Melides, em Grândola, e um apartamento em Évora. Conduz um Mercedes Benz C200 CDI e um Opel Vectra. Ao nível de carteira de investimentos possui 1780 acções da EDP e 800 acções da BSCH. O empréstimo é de 49 mil euros.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Grândola: Carlos Beato recebeu Medalha de Mérito Turístico

Rádio Sines
01.10.2008

O Presidente da Câmara Municipal de Grândola, Carlos Beato, foi distinguido, no passado sábado, pelo governo com a Medalha de Mérito Turístico pelos relevantes serviços que tem vindo a prestar ao turismo português.
A cerimónia de entrega de medalhas encerrou as Comemorações Oficiais do Dia Mundial do Turismo e foi presidida pelo Ministro da Economia, Manuel Pinho, com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade e do Presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão.
No total foram agraciadas 15 personalidades e instituições. Para além de Carlos Beato, o governo distinguiu os autarcas de Óbidos e Guimarães, os atletas Vanessa Fernandes e Nelson Évora, o empresário Joe Berardo, a estilista Fátima Lopes e o gastrónomo Bento dos Santos, entre outros.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

92 mil euros de pensão e 65 mil a prazo

Correio da Manhã
10.10.2008

Carlos Beato é gestor e presidente da Câmara de Grândola. Na declaração de rendimentos entregue ao Tribunal Constitucional relativamente a 2007, o autarca apresenta 26 675 euros de trabalho dependente e 92 669 euros em pensões.
Possui um prédio urbano na urbanização da Galé, em Melides, e conduz um Peugeot. Ao nível de carteira de acções, encontra-se 102 do Sporting e 1440 unidades da Caixa Gest Tesouraria. Tem 65 mil euros em depósitos a prazo na CGD.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Nova cadeia que substitui Pinheiro da Cruz será construída em Azinheira de Barros

Lusa, 28.09.2008

Grândola, Setúbal, 28 Set (Lusa) - O novo Estabelecimento Prisional (EP) de Grândola, que substituirá a cadeia de Pinheiro da Cruz, vai ser construído em Azinheira dos Barros, num terreno de 40 hectares cedido pela autarquia, revelou o presidente do município.
O protocolo para a cedência do terreno ao Estado por um período de 50 anos, em regime de direito de superfície, foi recentemente assinado entre a autarquia e o Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da Justiça, adiantou, em declarações à Lusa, Carlos Beato.

"O município cede, a título gratuito, um terreno de 40 hectares na freguesia de Azinheira dos Barros para a construção do novo EP de Grândola, naquela que é uma das localizações mais favoráveis para este efeito", frisou o autarca independente, reeleito em 2005 pelas listas do PS.

O local, junto a Canal Caveira, fica próximo da saída da A2 Grândola-Sul, e sempre foi, na opinião de Beato, "um dos melhores" para receber a nova prisão.

Apesar dos trabalhos de construção da cadeia ficarem agora a cargo do Estado, pela Câmara Municipal terá de passar antes a aprovação do projecto, bem como a inclusão do novo EP no Plano Director Municipal (PDM).

"Vamos arranjar uma solução para a prisão no quadro do actual PDM", assegurou o autarca. O terreno a ocupar encontra-se de momento "livre", tratando-se de solo agrícola.

Quanto aos terrenos do antigo EP, uma área de 1.500 hectares em Pinheiro da Cruz, na faixa litoral do concelho grandolense, Beato afirmou desconhecer o seu destino, embora defenda a sua utilização para "fins públicos".

"Não sei como é que essas coisas se vão passar, isso depende do Estado", limitou-se a dizer, admitindo no entanto conhecer já a existência de "interesses" na referida herdade.

Um Museu da Liberdade, um centro de artesanato ou uma escola de formação e tecnologia são alguns dos equipamentos que a autarquia gostaria de ver concretizados naquela área, mas tudo dependerá de negociações "com o Estado ou com quem vier a adquirir os terrenos".

Certo é que o "ali se fizer terá sempre de passar pela concordância do município", enfatizou o eleito.

Segundo apurou a Lusa junto do Ministério das Finanças, a cadeia de Pinheiro da Cruz já foi alienada por cerca de 81 milhões de euros, valor que corresponde à sua avaliação oficial, contribuindo para o encaixe de 200 milhões pelo Estado, através da venda de imóveis.

Carlos Beato sempre defendeu a deslocalização do EP para o interior do concelho, considerando-a "uma vitória política". "Foi um alívio, uma grande satisfação, saber que a prisão ficaria dentro dos limites do município", vincou o autarca, que garante ter insistido junto dos gabinetes ministeriais para que tal acontecesse, já que este era também um desejo da população.

A medida possibilitará, de acordo com o próprio, a construção de uma nova prisão "de alta segurança e qualidade, com todos os requisitos de que os reclusos necessitem".

No antigo EP, que soma 57 anos de vida, existiriam já "manutenções e melhorias" a fazer, admitiu Beato, que tenciona renovar, com a nova cadeia, os protocolos para actividades cívicas, laborais e sociais, como a limpeza das praias.

Para os cerca de 240 trabalhadores de Pinheiro da Cruz, o futuro é ainda uma incógnita, já que, de acordo com a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP), o Ministro da Justiça respondeu "com um grande silêncio" ao seu pedido de reunião.

"Não temos ainda conhecimento do que vai acontecer às pessoas que ali trabalham nem quando será desmantelada a prisão", disse à Lusa o dirigente sindical Paulo Taborda.

Para a Federação, a deslocalização da cadeia "não faz sentido, porque não se trata de a tirar de um grande centro urbano, nem sequer de melhorar significativamente as condições dos reclusos, que já são das melhores".

"Qual é o grande negócio que está por detrás disto? Aquele sítio é muito apetecível do ponto de vista turístico...", interrogou o sindicalista.

Na opinião de Paulo Limão, da direcção do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), afecto ao EP de Pinheiro da Cruz, a mudança será "salutar" para reclusos e funcionários.

"Mudar para um sítio com mais condições de higiene para os reclusos é sempre salutar e isso também se vai traduzir em melhorias para os guardas", salientou, considerando que a actual cadeia "foi bem pensada para a altura, mas agora já está velha".

"Aquela prisão já foi considerada um modelo, mas agora os tempos mudaram e precisa de uma cara lavada", realçou.

O emprego dos 150 guardas prisionais que vigiam os cerca de 700 reclusos de Pinheiro da Cruz deverá estar, de resto, assegurado, enlevou ainda, dada a "manifesta falta de guardas em todas as cadeias".

"Os guardas prisionais são poucos, portanto têm o lugar garantido, estão numa posição diferente dos restantes funcionários públicos, que poderão não se conseguir encaixar", informou.

A localização escolhida para o futuro EP poderá, além disso, beneficiar "os colegas que residem em Grândola, que ficam mais perto do local de trabalho", destacou. "Os outros moram quase todos nos concelhos vizinhos, do Litoral Alentejano, pelo que também não fará grande diferença", concluiu.

sábado, 27 de setembro de 2008

Quercus alerta Comissão Europeia para «ameaças» no litoral alentejano

Agência Financeira, 26.09.1008

Quercus chama a atenção para o possível desenvolvimento de mais um projecto turístico.
A Quercus, na véspera do Dia Mundial do Turismo, alertou o Comissário do Ambiente para novas ameaças do sector turístico sobre a Rede Natura 2000 «Comporta/Galé» no Litoral Alentejano.
«Na verdade o contencioso aberto pela Comissão Europeia contra o Estado Português refere apenas os complexos turísticos da Costa Terra, Pinheirinho e Herdade da Comporta pelo que a Quercus entendeu importante chamar a atenção para a urbanização dos terrenos do Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz que tem sido referida nos últimos tempos e para o Plano de Pormenor da Costa de Santo André também aprovado neste último ano», revela, em comunicado.

A Quercus alerta ainda que, têm surgido notícias ao longo do presente ano que referem que o governo português está a preparar a transferência do Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz de modo a libertar e alienar cerca de 1.500 hectares, parcialmente incluídos no Sítio Natura 2000 «Comporta/Galé», para o desenvolvimento de mais um projecto turístico.

«Este projecto turístico, adicional aos considerados no âmbito das áreas de desenvolvimento turístico definidas, constitui uma nova ameaça a esta faixa costeira, aumentando ainda mais a já elevada pressão turística prevista», acrescenta.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Pedro Queiroz Pereira adquire projecto da Costa Terra

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Jornal de Negócios, 25.09.2008

O empresário Pedro Queiroz Pereira adquiriu a totalidade do empreendimento turístico Costa Terra, situado na Costa Alentejana, ao presidente da Fundação Volkart. O Negócios contactou a Costa Terra, mas os responsáveis deste projecto recusaram adiantar o valor da transacção, garantindo, no entanto que Queiroz Pereira se comprometeu a prosseguir com a edificação do projecto.

Este foi um dos projectos embargados por Bruxelas devido à contestação ao resultado da análise de impacto ambiental do projecto. O Estado tinha ficado de justificar esta análise, com vista ao desbloqueio do projecto.

O empreendimento Costa Terra inclui diversas facilidades turísticas, desde campo de Golf, a hotéis, passando por um aldeamento turístico. No total, o projecto está avaliado em cerca de 500 milhões de euros.

O projecto demorou cerca de seis anos a ser licenciado e dó depois de o Governo ter atribuído o selo PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional) é que obteve as respectivas autorizações. Este empreendimento está localizado nas proximidades dos projectos da Pelicano e da Sonae, respectivamente Pinheirinho e Praia Resort.

domingo, 14 de setembro de 2008

Hyatt abre hotel de luxo a sul da Comporta

Diário Económico, 12.09.2008




A cadeia hoteleira norte-americana Hyatt encontrou finalmente um espaço para um 'resort' em Portugal e quer fazer dele o melhor da Europa.

A Herdade do Pinheirinho, em Grândola, vai transformar-se em Pinheirinho Hyatt Golf & Beach Resort, totalmente gerido pela cadeia internacional, apurou o Diário Económico. O acordo com esta empresa de luxo obrigou a Pelicano, empresa promotora do projecto, a rever quase para o dobro o investimento previsto na Herdade do Pinheirinho. “Passou de 167 milhões para 250 milhões de euros porque a Hyatt exige mais investimento, melhores acabamentos e outro tipo de infra-estruturas”, garante ao Diário Económico o administrador da Pelicano, Vasco Cunha Mendes.

Além disso, o próprio projecto do ‘resort’ foi alterado para ser feito de raiz à medida da cadeia internacional. Os dois hotéis inicialmente previstos vão passar a um Park Hyatt de 160 quartos, mas as 2.911 camas turísticas e 714 camas residenciais mantêm-se.

A Hyatt, décima maior cadeia hoteleira do mundo, procurava esta oportunidade há muito tempo. Nicholas Pritzker, ‘vice-charmain’ da Global Hyatt Corporation, afirmou ao Diário Económico que está “muito contente por ter encontrado esta oportunidade excepcional em Portugal”. Este responsável visitou a zona de Grândola e Alcácer do Sal há um ano, a convite do grupo Espírito Santo, que está a desenvolver a Herdade da Comporta. Na altura, Nicholas Pritzker disse ao Diário Económico estar à procura de uma localização para um ‘resort’. “Pode ser no Algarve, mas há projectos muito interessantes a sul do Tejo, na zona de Tróia. É uma zona muito interessante porque tem havido grande cuidado com o ordenamento do território”.

A primeira fase da Herdade do Pinheirinho inclui o hotel e dois ‘apart-hotéis’ e abre entre 2013 e 2014, mais tarde do que o inicialmente esperado porque também “vai ser maior que o previsto”, sublinhou Vasco Cunha Mendes.

Dois mil milhões para Grândola

Com a implosão das torres de Tróia em 2005, vários projectos com décadas de burocracias foram desbloqueados e começaram a andar. Troia Resort (que abriu a primeira fase na segunda-feira), Amorim Turismo, Pestana Tróia, Herdade da Comporta (do grupo Espírito Santo), Costa Terra e Herdade do Pinheirinho são os projectos que se estendem por Grândola e Alcácer do Sal, um total de dois mil milhões de investimento que deverá estar concluído até 2020, já que a Herdade da Comporta demorará 15 anos a ficar totalmente operacional.

“Empreendimento de qualidade internacional”

Correio da Manhã, 09.09.2008

Manuel Pinho, ministro da Economia, fala ao CM sobre a primeira fase da inauguração do projecto Tróiaresort.

Correio da Manhã – O que significa a inauguração desta fase do projecto Tróiaresort?
Manuel Pinho – Estamos muito contentes. Precisamente três anos depois da implosão das torres de Tróia está a nascer um empreendimento turístico de verdadeira qualidade internacional. Nesta região seguem-se outros empreendimentos como o da Comporta, Costa Terra e Pinheirinho, que irão criar muitos empregos e respeitar os padrões ambientais.

Correio da Manhã – A líder do PSD, Manuel Ferreira Leite, disse que o Governo ia a reboque nas novidades que lançou sobre o apoio às PME.
Manuel Pinho – Foi anunciado hoje [ontem] o lançamento de uma linha de crédito, e Ferreira Leite deve estar distraída, porque toda a gente sabe que a preparação começou em Julho. Este tipo de operações não se podem preparar de um momento para o outro. O que importa é que as PME estão a ser ajudadas de uma forma que não foi feita no tempo do Governo de Ferreira Leite.

Correio da Manhã – Não o preocupa os últimos dados do INE quanto ao PIB da Zona Euro?
Manuel Pinho – A situação internacional é extremamente complicada e a Zona Euro em vez de crescer decresceu 0,2%. Mas felizmente em Portugal a tendência foi positiva.

Correio da Manhã – Em relação à transferência do projecto Skylander de Évora para França, quais as condições que governo francês ofereceu em relação ao Governo português?
Manuel Pinho – Não tenho qualquer comentário a fazer sobre esse projecto.

Nova Tróia custa 450 milhões

Diário Económico, 08.09.2008

Três anos depois de José Sócrates ter premido o gatilho que implodiu as emblemáticas torres de Tróia, Belmiro de Azevedo inaugura hoje a primeira fase do Troia Resort, único projecto turístico da Sonae. O ‘chairman’ da Sonae cumpriu o prazo prometido, mas o investimento resvalou dos 300 milhões de euros previsto para os 450 milhões de euros.
Da primeira zona de desenvolvimento da Sonae Turismo, o único empreendimento que não vai abrir hoje é o Troia Design Hotel, unidade hoteleira com casino e centro de congressos, promovida pela Amorim Turismo. Jorge Armindo adianta que a abertura do Troia Resort não pressiona nem acelera o decursos das obras do seu hotel. “Temos o nosso ritmo. Vamos abrir em Janeiro porque é uma boa altura para congressos”, defende, tendo já garantida a realização de uma convenção em Fevereiro.
Os empresários com projectos nas zonas envolventes aplaudem a primeira abertura na zona que se pretende transformar em destino turístico de excelência. O grupo Pestana – na fase final de aprovação do Plano de Pormenor do seu hotel – considera que o Troia Resort “é um projecto de elevada qualidade que vai dinamizar a região. Os novos ‘ferries’, o casino e o Troia Resort vão ser peça fundamental deste novo destino turístico”, avança José Roquette, administrador do grupo Pestana, ao Diário Económico.
Também o administrador do Costa Terra, desenvolvido pela suíça Volkart, está confiante em que “o empreendimento de Tróia será significativo na dinâmica de todos os projectos do alentejo litoral”, sublinhou Tomás D’Eça Leal. Esta inauguração, aliás, representa uma nova esperança para o seu projecto, embargado em Fevereiro devido a uma providência cautelar da ambientalista Quercus.
Outras preocupações tem Vasco Cunha Mendes, administrador da Pelicano, que está a desenvolver a Herdade do Pinheirinho em Grândola. “O litoral alentejano só vai funcionar como destino se tiver massa crítica. Um só projecto não promove internacionalmente um destino turístico”, avisa. Ainda assim, a abertura dos primeiros empreendimentos é vista como positiva. “Quando os outros projectos abrirem terão imediatamente mais turistas porque estes já conhecem o destino, graças ao Troia Resort”, avançou Vasco Cunha Mendes. A Pelicano prevê a abertura da primeira fase da Herdade do Pinheirinho para 2013.

Também os outros projectos – Herdade da Comporta, Costa Terra, Herdade do Pinheirinho e Pestana Tróia – mantêm os prazos. O Pestana Tróia e a Herdade da Comporta (grupo Espírito Santo) são os projectos mais atrasados num total de dois mil milhões de euros de investimento previsto para a região. O projecto da Espírito Santo Resources já tem todos os licenciamentos aprovados. Já o projecto PIN (Potencial Interesse Nacional) para o "eco-resort" do grupo Pestana, espera a aprovação do Plano de Pormenor até Dezembro.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cavaco usa feira de Grândola como exemplo para ultrapassar crise

Setúbel na Rede
28.08.2008



Cavaco Silva utilizou a Feira de Agosto como um “exemplo positivo de dinamismo e investimento”, para apelar à mobilização dos portugueses face aos “tempos de crise” que o país atravessa. O Presidente da República falava na cerimónia de inauguração da feira franca de Grândola, “uma das mais importantes do país”, considerou.

Cavaco Silva, que explicou ter aceite o convite para inaugurar a Feira de Agosto por “procurar valorizar os bons exemplos nacionais nos mais variados sectores”, falou da importância do certame para o Alentejo em geral e para o distrito de Setúbal em particular, especificando que esta “é a expressão das novas oportunidades, de ter vontade de vencer e seguir em frente”, servindo-se do lema da feira deste ano, “turismo, ambiente e desenvolvimento”.

O Presidente alertou para a importância mútua do “desenvolvimento económico e do desenvolvimento social” no bem-estar da população e confessou que “espera que não sejam repetidos os erros cometidos em outras regiões”, nomeadamente em termos de “preservação do ambiente”, no desenvolvimento turístico de Grândola. Cavaco generalizou ainda aos restantes concelhos, ao avisar que cada um “tem de marcar a diferença”.

Sublinhando mais uma vez “a situação económica e social difícil” que se vive, Cavaco Silva referiu a “competitividade internacional como a palavra-chave” para ultrapassar as dificuldades, reiterando a importância das empresas portuguesas e alertando que é preciso “seguir estratégias políticas adequadas para não ficarmos para trás na União Europeia”. Para isso, serviu-se novamente do exemplo da Feira de Agosto, como um símbolo “de investimento, dinamismo, empreendedorismo e inovação”.

O Presidente da República congratulou também o facto de a feira de Grândola ter “custo zero” para o erário público, “uma mensagem que devia ser absorvida por todos os que usam dinheiro público”. Por isso, Cavado felicitou o presidente da câmara de Grândola, que justificou o sucesso do certame com muita “organização, trabalho, rigor, empenho e confiança”. Carlos Beato referiu ainda que Grândola é cada vez mais “um pólo de centralidade e uma região mais atractiva para os investidores e os promotores turísticos”, afirmando-se como “um destino turístico de excelência”.

Grandes grupos cobiçam prisão do Pinheiro da Cruz para fins turísticos

Jornal de Negócios
01.09.2008




Os terrenos da prisão do Pinheiro da Cruz, no litoral alentejano, são a jóia mais cobiçada pelos grupos turísticos nacionais. Sonae, Pestana, Amorim Turismo e Espírito Santo estão atentos e já demonstraram, embora de forma velada, apetite por explorar o potencial imenso oferecido por uma área de 1.500 hectares (equivalente a 1.500 campos de futebol) e com uma frente de praia de três quilómetros.

O interesse surge, naturalmente, depois do Governo ter decidido deslocalizar o estabelecimento prisional do Pinheiro da Cruz para a região do Canal Caveira, também no concelho de Grândola. Com esta transferência, o Ministério da Justiça deverá colocar à venda os terrenos da prisão, os quais poderão ser utilizados para fins turísticos. Em tempo de 'vacas magras' a alienação dos 1.500 hectares poderá permitir ao Estado um encaixe financeiro chorudo entre os 5,25 e os 7,5 mil milhões de euros. Este intervalo resulta de se contabilizar o preço de um hectare num intervalo entre os 3,5 e os cinco milhões de euros.

O aproveitamento turístico dos terrenos é inevitável e assumido pelo presidente da Câmara Municipal de Grândola. "Estamos receptivos a uma operação desse tipo desde que o índice de ocupação se mantenha ao nível do que já foi aprovado na costa atlântica", afirmou Carlos Beato ao Negócios.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Clandestinos "crescem como cogumelos" junto a Melides

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Publico, 27.08.2008

A demolição de um grande bairro clandestino em 1995 na duna primária deu origem a novas casas ilegais em área de rede Natura 2000
A cerca de meio quilómetro da praia de Melides e no interior de um denso pinhal, inscrito na rede Natura 2000, o mais variado tipo de casas clandestinas "crescem como cogumelos". A expressão é do presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato, que admite não ter meios para resolver a situação.
A construção ilegal cresceu a partir 1995, quando foram demolidas cerca de 200 barracas na duna primária sobranceira à praia, e sofreu um novo incremento nos últimos cinco anos. Os procedimentos são os mesmos que na península de Setúbal e concelhos periféricos de Lisboa. O terreno é loteado em fracções - operação desenvolvida há 30 anos - e o proprietário solicita à EDP electricidade para abrir um furo artesiano. A seguir, o lote é vedado e ergue-se um pré-fabricado. O espaço abarracado vai dando lugar a uma construção em alvenaria.
Consoante o poder financeiro, continuam a erguer-se casas modestas ou mansões, onde não falta a piscina, campos de ténis e/ou de basquetebol, parque infantil, garagem, zonas ajardinadas, churrasqueira e portão automático.
Proliferam os pormenores kitsch de uma Vivenda Peggy, pintada a tinta cor-de-rosa, ou a Vivenda Resina, rodeada de eucaliptos. Acessos ostentam avisos de "propriedade privada", escritos a marcador num rectângulo de papelão. A ilegalidade não escolhe nacionalidades. A Câmara de Grândola limpou recentemente uma área de pinhal onde uma alemã instalou um campingplatze (parque de campismo). Ao lado de moradias, algumas com 220 metros quadrados de área coberta, erguem-se barracas de madeira cobertas de chapa metálica ou de plástico, construções em tosco, caravanas com anexos construídos em alvenaria, estruturas incompletas que avançam à medida das disponibilidades financeiras dos seus proprietários.
Três centenas de ilegais
As construções mais sofisticadas possuem sistemas eólicos e fotovoltaicos. A "urbanização" estende-se por quatro parcelas de terreno com mais de um quilómetro de comprimento, por 100 metros de largura, no interior de um denso pinhal com manchas de eucaliptos. Dário Cardador, dirigente da Quercus, diz que a associação ambientalista já solicitou à Câmara de Grândola uma solução para travar o crescimento do bairro clandestino, "onde não há ordenamento, nem rede de esgotos e de água".
O presidente da autarquia reconhece estar perante um problema "muito complicado". Carlos Beato acredita que estará para breve uma solução com base nas contrapartidas que pretende negociar com os "promotores interessados" na instalação da área de desenvolvimento turístico prevista no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sintra/Sines, para o concelho de Grândola.
O autarca pretende resolver "com bom senso e equilíbrio" a situação de ilegalidade que envolve os proprietários de mais de 300 habitações, construídas nos últimos 30 anos. A proliferação de clandestinos, nota, "não pode continuar", mas a câmara, só por si, "não tem condições para fiscalizar" o aparecimento de novas casas, que ao fim-de-semana "crescem como cogumelos".
Acção de recuperação da praia de Melides iniciada em Março tem um prazo de execução de oito meses
a No âmbito do projecto de requalificação da lagoa de Melides, em 1995, o executivo camarário ordenou a demolição de um bairro de lata de grande dimensão, com mais de 200 barracas construídas clandestinamente desde 1975 sobre a duna primária na praia de Melides. Só 13 anos mais tarde, em Março de 2008, é que chegou a vez de os seis restaurantes instalados entre a praia e a lagoa serem demolidos, uma acção que faz parte de um projecto de requalificação ambiental daquela zona da costa portuguesa que prevê a gestão no plano de água, na barra e na envolvente directa do sistema lagunar que enfrenta um grave problema de eutrofização. Neste sentido está a ser elaborado um estudo, que incide sobre a lagoa de Melides, um sistema lagunar costeiro que estabelece um contínuo com as lagoas da Sancha e de Santo André, protegidas por Reserva Natural. Em particular, foram estudados os problemas de eutrofização que se encontram associados a dois factores principais - afluxo de nutrientes à lagoa e a instabilidade da barra de ligação com o mar. Para ambos os fenómenos foram elaboradas propostas e recomendações para uma optimização da gestão da lagoa de Melides. Cerca de 600 mil euros já estão a ser investidos na recuperação da praia, enquanto a recuperação da lagoa aguarda por melhores dias.
O campingplatze, só para cidadãos de nacionalidade alemã, funcionava num terreno que, segundo Dário Cardador, dirigente da Quercus para o litoral alentejano, nem sequer é propriedade da cidadã germânica. No local, a marcar a instalação do "empreendimento turístico" encontra-se um móvel de sala, um carro em adiantado estado de decomposição e um toldo de plástico que servia de espaço de lazer para os campistas.

sábado, 16 de agosto de 2008

O SEGUNDO FÔLEGO DE TRÓIA

DN, 16.08.2008

Um verdadeiro estaleiro. É nisto que está transformada a península de Tróia, a três semanas da abertura da primeira fase do complexo, agendada para 8 de Setembro. Três anos depois da implosão das torres, o DN foi ouvir as expectativas e aspirações de quem lá vive, passa férias e trabalha. E saber o que pensa quem viu este projecto inovador nascer, florescer, definhar e renascer das cinzas pela mão da Sonae. Os tempos áureos deixam saudades, mas não há quem acredite num regresso ao passado. O futuro divide opiniões. Há crentes, descrentes. Acima de tudo, muitos expectantes
Quando o Pato Real atracar em Setúbal, ao final do dia, José Soares não trará navalhas para o jantar, como antigamente. Nem o regalo de uns mergulhos bem dados na piscina da Torralta. Apenas o bronze que diz só Tróia oferecer e o consolo de um dia passado em família na que considera ser a melhor praia do País. Dos tempos áureos de Tróia, vividos há quase 30 anos, restam-lhe hoje as memórias de infância marcadas pelo overcraft, o minigolfe e os petiscos colhidos na praia. Do que nesta manhã nublada vê erguer-se velozmente na península, pela mão do gigante Sonae, fica a confiança no projecto que trará turismo, emprego e o tão ansiado desenvolvimento à região.

"Apanhei o auge de Tróia, quando o meu pai era chefe de cozinha do Bico das Lulas e se serviam 1500 almoços por dia. Depois veio a fase negra, o mato cresceu e as infra-estruturas degradaram-se. Agora acredito que todo o País vai beneficiar com este investimento", afirma este habitante de Setúbal, de 36 anos, a bordo do novo ferrie que faz a travessia do Sado.

As opiniões sobre o futuro de Tróia dividem- -se e fazem-se acompanhar dos mais variados sentimentos, que vão do optimismo à indignação. A três semanas da inauguração da primeira fa- se do projecto - duas das antigas torres da Torralta e alguns apartamentos abrem a 8 de Setembro -, há quem saúde os 400 milhões de euros investidos pelo engenheiro Belmiro e aí deposite todas as esperanças e quem tema o fracasso de um promotor "guloso" que "dá passos maiores do que a perna" e pode "matar o negócio". No meio do verdadeiro estaleiro em que Tróia se transformou há quem só anseie vislumbrar o fim de três anos de obras, impregnados de pó, confusão e muita falta de informação. Uma coisa é certa, dizem visitantes e moradores: o sossego foi-se e o excesso de construção é "uma realidade que salta à vista".

Se José Soares acredita na mudança para melhor, Sandra, sua mulher, desconfia que os benefícios prometidos lhe digam directamente respeito. "O que está a nascer é para quem pode", atira, fun- damentando a teoria no aumento dos bilhetes de barco (cuja viagem de carro subiu de 5 para 9,5€), a deslocação do cais para a zona norte, os preços praticados no bar da praia e as muitas centenas de milhares de euros que custam as casas. O turismo possível para esta família de Setúbal, acompanhada dos primos emigrantes equipados com chapéus-de-sol, pranchas de bobyboard e kitsurf, fica-se pelo remodelado passadiço que conduz ao areal, os banhos na zona rio e o farnel trazido de casa. Na esplanada do 100 nós, o bar aberto há dias e de onde não se vê o mar devido à altura excessiva do parapeito, talvez consumam um café ou um gelado.

Quem trabalhou na Torralta sobreviveu às lutas laborais e acompanhou a sempre iminente falência da empresa, encara este novo fôlego com entusiasmo. Mas com cansaço também. Joaquim Pires, que se estreou em 71 no famoso Bico das Lulas e viveu os tempos mais conturbados como representante dos trabalhadores, está confiante, acredita que o projecto está em boas mãos. Menos animadas estão as colegas Lurdes e Josélia, empregadas de andares há mais de 20 anos e desejosas de trocar a limpeza das camas e dos tachos por um descanso merecido.

Críticas dos moradores

Do terraço da banda A, Ricardo Martinez também não avista grande optimismo. "Tenho visto tanta asneira...", desabafa, mirando a vista para a serra e o rio que a marina e o centro de congressos lhe roubaram. "Foi uma estupidez terem feito tudo ao mesmo tempo. Os disparates são mais que muitos", lamenta o dirigente da Associação Viver Tróia e morador no núcleo central. E dá exemplos: os montes de terra com quase dois metros de altura erguidos no meio do jardim infantil para evitar transformar o relvado num campo de futebol mas que tapam a visibilidade dos pais para as brincadeiras das crianças; as ruas esburacadas a toda a hora, a alteração constante dos acessos e do trânsito que bloqueia a saída; as areias do entulho das obras despejadas na praia e que trouxeram à areia fina pedaços de cimento e tijolo; a fila única para os carros que vão de barco pelo cais novo e que, em dias de maior confusão, traz até à estrada principal uma enchente capaz de dificultar o tráfego; ou as bicicletas que não podem ser transportadas no barco de passageiros e obrigam um pai a desmontar o veículo da criança ou a pedalar até ao cais da Atlantic Ferries.

"Somos os primeiros interessados em que isto corra bem. E há coisas que sabemos que têm mesmo de ser e exigem sofrimento e paciência. Por isso temos pedido informações à Sonae sobre o que vai acontecer. Mas não temos respostas", lamenta este professor de Setúbal que aqui comprou casa há dez anos e hoje se vê arredado de toda a tranquilidade. Sobre o futuro, Ricardo Martinez mostra descrença. "As pessoas vinham para cá porque é perto de Lisboa e era turismo de baixa densidade. Se for caro e confuso, vão para o Algarve."

À sua voz de protesto juntam-se outras, como as de três casais que há dias trocavam impressões na Praça das Quadras. "Quando aqui comprámos casa sabíamos que ia haver uma intervenção. Mas a vida não tem sido fácil. Não há nada para fazer, nem um lugar para beber um café ou comprar pão", afirma uma moradora, enquanto as crianças brincam no tapete de relva acabado de desenrolar. Havia estruturas a pensar nas famílias, piscinas, pizzarias, esplanadas e preços ajustados, dizem estes resistentes que, mesmo no meio do pó, arriscaram este Verão mais umas férias. Agora, "é esperar que esta travessia no deserto passe rápido", acrescenta o amigo, também da região.

A estratégia da Sonae, resumem-na assim: "Parar, destruir o que havia e voltar a abrir. Queriam fechar isto para que ninguém viesse cá nas obras. Esqueceram-se de que há pessoas que passam cá o Verão e vêm sempre que podem." O futuro permanece envolto em interrogações: "Não sabemos se vamos ter estacionamento, usufruir da piscina ou do ténis", dizem. "Porque não um cartão de residente?", atiram, deixando a proposta no ar.

As boas notícias da península são frescas e prendem-se com a protelada aspiração: o supermercado. No centro, o Tróia Market já abriu portas e diz quem lá comprou que a carne é excelente e a variedade, enorme, constatável pelas inúmeras qualidades de cogumelos expostas.

Contactada pelo DN, a Sonae Turismo garante que tem feito um esforço para "executar as obras sem causar grande incómodo, como se demonstra pelo facto de ainda não ter sido necessária qualquer interrupção nos abastecimentos de serviços públicos às bandas". Isso só tem sido possível, prossegue, "graças a uma meticulosa gestão das diversas fases de obra, nunca pondo em causa o acesso aos apartamentos como sugeriria tão vasta e complicada intervenção".

O que a Sonae considera um incómodo menor, Teresa, dona de um apartamento nas bandas, compara a um cenário de guerra. "Quando cheguei nos feriados de Junho até me ia dando uma coisa. Beirute tinha melhor aspecto", desabafa junto a um restaurante na Comporta, onde foi em busca de um sítio para almoçar.

Nessa aldeia a 14 quilómetros de Tróia, a que recorrem os moradores sempre que precisam de adquirir alguma coisa específica, o negócio não está tão bom como em verões anteriores. Talvez seja a crise, o tempo que não está famoso, ou a falta de gente que não veio por Tróia estar como está. Luís Serra, dono de um restaurante, está nesta aldeia há mais de 25 anos e alerta para o que pode vir quando, a seguir a Tróia, chegarem os milhares de turistas para se alojarem nos empreendimentos projectados para a região. Herdade da Comporta, Pinheirinho e Costa Terra são apenas alguns projectos que, nos próximos anos, trarão mais 12 a 14 mil camas turísticas a uma faixa de 40 quilómetros de costa que aqui começa. "Será que vai haver infra-estruturas para esta gente toda e para as pessoas que aqui vierem trabalhar?"

Carlos Beato, presidente da Câmara de Grândola, diz que sim. O autarca não esconde o entusiasmo que a inauguração de Tróia lhe causa. "Vai fazer toda a diferença nas expectativas de desenvolvimento que esta região tem há muitos anos." Na sua opinião, "Tróia é só o elo alavancador do que está para vir e que servirá de motor do próximo destino de excelência de Portugal: o litoral alentejano", acrescenta, recusando a expressão "turismo de massas". Aos moradores, o presidente da autarquia pede desculpas pelos transtornos, mas lembra que "não há bela sem senão". E sublinha os investimentos que a câmara, juntamente com o promotor, realizou: o posto da GNR, a recuperação do passadiço de acesso à praia, o novo posto de apoio à saúde ou a praia com bandeira azul.

As fases do empreendimento

Três anos após a implosão das duas torres da Torralta, e nesta primeira fase de arranque do Tróia Resort, abrirá ao público uma parte dos apartamentos junto à praia e duas das antigas torres, agora remodeladas e transformadas no Aqualuz Suite Hotel Apartamentos. A marina já está em funcionamento desde o início do mês e metade dos 365 apartamentos que estão a ser concluídos já está vendida. As moradias que estão incluídas na Unidade Operativa de Planeamento 2 ficarão concluídas no primeiro trimestre de 2009 e o projecto Ecoresort (do Grupo Pestana) não deverá arrancar antes de 2011. O centro de congressos, o hotel de cinco estrelas e o casino, geridos pelo Grupo Amorim, ainda não têm data anunciada para abrir ao público.

A Sonae Turismo garante que a todos os clientes que adquiriram apartamentos na marina foi dada a oportunidade de arrendar um lugar na marina. Mas uma pessoa contactada pelo DN afirma que reservou um apartamento há dois anos e acabou por desistir da compra, pois não lhe foi dada essa certeza. Além disso, o preço do aluguer foi considerado excessivo. "A tabela é alta, mais do dobro de Vilamoura e três vezes mais cara do que Cascais." Há dias, não chegavam a uma dúzia os barcos ali parados. Outra questão que não agradou a este potencial comprador foram as condições de aluguer, que, explica a Sonae, têm todas de ser acordadas com a entidade exploradora.

sábado, 9 de agosto de 2008

Também o vimos na Galé

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Tubarão assusta costa alentejana
Correio da Manhã, 04.08.2008

Um animal com cerca de cinco metros de comprimento, que as autoridades marítimas identificam como um tubarão-frade, passou ontem a pouco mais de duas dezenas de metros da costa alentejana provocando o susto entre os muitos veraneantes que se encontravam nas praias do Pego e do Carvalhal, em Grândola.
Surpreendidos com a aparição da criatura marinha – de cor negra e com uma barbatana fora de água – os banhistas foram afastados rapidamente da água pelo pessoal do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN).
Os nadadores salvadores tinham sido avisados momentos antes da presença do tubarão-frade por uma lancha particular que navegava na zona e que o avistou.
Os frequentadores da praia do Pego avistaram o peixe cerca das 13h30 gerando-se imediatamente grande burburinho no areal. Um dos socorristas seguiu a passagem do animal com binóculos e confirmou tratar-se de uma aparição raríssima nesta zona costeira.
'Tive de explicar às pessoas que não era um tubarão perigoso, porque a maioria estava convencida que o era devido à dimensão e ao formato da barbatana que saia da água', referiu ao nosso jornal o nadador salvador do ISN, André Mendes.
Os cerca de dez banhistas que se encontravam a banhos na praia do Pego foram obrigados a sair do mar até o animal desaparecer da vista. Na altura muitos veraneantes deslocaram-se para a beira-mar e seguiram durante vinte minutos o percurso do exemplar com excitação e curiosidade, tendo o episódio sido motivo de conversa durante a tarde. 'Passou muito devagar em frente da praia, sempre à tona de água e a pouco mais de vinte metros do areal. Levou quinze a vinte minutos e foi acompanhado de perto pela lancha particular', disse um banhista.
Gabriel Silva, funcionário do restaurante da praia do Pego, nunca tinha visto nada igual nesta zona da Costa Alentejana.
'É a primeira vez que vimos um exemplar desta dimensão. Vi as pessoas um pouco assustadas quando estavam a ser retiradas da água, mas pouco depois voltou tudo ao normal', diz Gabriel Silva.
'PODE REGRESSAR À COSTA'
As autoridades marítimas dizem que a aparição do tubarão-frade junta da costa portuguesa é um acontecimento raro que se pode dever a ferimento ou doença. 'Pode regressar até junto da costa se estiver debilitado', referiu fonte da Capitania do Porto de Setúbal. O animal foi avistado pela hora de almoço em duas praias do concelho de Grândola e ter-se-á afastado cerca de vinte minutos após o primeiro alerta. 'Patrulhámos a costa até à praia da Aberta Nova mas não o vimos. Um pescador disse que o viu a ir para alto-mar', frisou. Há trinta espécies de tubarões nas águas portuguesas. O aquecimento global torna cada vez mais frequente a migração destas espécies.
'ESPÉCIE INOFENSIVA' (João Pedro Correia, biólogo marinho)
Correio da Manhã – Como se caracteriza o tubarão-frade?
João Pedro Correia – É um tubarão vegetariano, pois só come plâncton. Atinge tamanhos bastante consideráveis, podendo chegar aos 12 metros de comprimento, mas é inofensivo.
– É frequente encontrá-lo na costa portuguesa?
– Ocasionalmente aparecem em águas portuguesas. Pelo menos uma ou duas vezes por ano, temos registos desta espécie. É um tubarão de águas frias. Portugal será, por assim dizer, o limite inferior da sua área de acção.
– Em que estado de conservação se encontra?
– Actualmente faz parte do lote de espécies protegidas nas águas europeias. Durante os anos 60 esteve quase extinto na costa da Irlanda, devido à pesca desenfreada. Como tem uma barbatanas muito grande, em especial a peitoral e a dorsal, era comercializado para o Oriente.